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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Drica Moraes encarna vilã beata de 'Império', nova novela das 9







RIO - Estrelar uma novela das 9 dá status de vida agitada para atores e atrizes. Para Drica Moraes, uma das vilãs de Império, próxima trama de Aguinaldo Silva, prevista para 21 de julho, é tempo de reclusão. "Você para tudo. Para de ver a família, os amigos, ir à festa, ver peça, cinema", lista a carioca de 44 anos, durante conversa com o Estado.
Na história, ela será Cora, cabeça de uma família de classe média baixa que manipula todos a seu favor. Na primeira fase da novela, em que a personagem é interpretada por Marjorie Estiano, ela impede que a irmã, Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli), fuja com o grande amor, o protagonista José Alfredo, vivido por Chay Suede quando jovem e depois encarnado por Alexandre Nero.


"Ela tem um embate constante com a  irmã. São de uma dessas famílias que se estruturam em cima de necessidades e dependências. Então, vão desenvolvendo a dependência financeira, afetiva e emocional. Desses vínculos vão gerando ressentimentos", adianta Drica. A personagem aumentará a dominação quando Eliane morrer, na segunda etapa. "Ela tem pela irmã um amor absurdo e abre mão da própria vida para estar do lado dela e criar os sobrinhos. Na verdade, ela queria ter a irmã dentro dela. A selvageria do personagem está nessa questão de querer ter a vida da irmã."
Beata, Cora fará referências a Deus em suas falas enquanto executa suas tramoias. "A gente tentou reeditar a Perpétua, fazer a beata anos 2010, de calça jeans, tênis. Ela tem esse traço forte da rigidez e da falsa moral", explica a atriz, citando a cômica vilã de Tieta (1989), papel marcante de Joana Fomm.
A atriz acredita que a personagem não tem a função de alfinetar quem é devoto. "Acho que ela não tem muito a bandeira. Estamos falando um pouco da loucura humana. Não estamos falando mal do catolicismo. Talvez da religiosidade quando ela oprime.  Eu convivi com pessoas assim”, analisa Drica, que enxerga frustrações sexuais no comportamento de Cora. "Ela manipula o destino e a libido da irmã. E mistura com religião. Ela manipula com toda a perversão que a religião pode fazer. Ela não tem marido. Acho que quem tem a libido muito reprimida acaba escoando isso para um lugar louco. Acaba sendo patológico."
Em tempos de queda de audiência das tramas da Globo, Drica tem esperança em Império. "Essa novela usa os ingredientes do melodrama, revelações bombásticas, segredos reprimidos, amores roubados. Ele (autor) usa todos sem o menor pudor e economia.  É um parque de diversões", aposta.
A artista diz que nas produções atuais há mais pressão do que quando começou a trabalhar na TV, nos anos 1980. "Hoje, a TV tem de ser feita na boca do momento, ter um frescor. Enfrentar o frescor da tecnologia não é mole. Você fica competindo com máquinas o tempo todo. Tem de ter saúde de ferro, um bom plano de saúde."
A saúde, aliás, é uma questão importante para Drica, que em 2010 fez um transplante de medula após ser diagnosticada com leucemia. “Estou comemorando quatro anos de transplante e muito feliz com esse tempo que passou a meu favor. Está tudo bem, estou levando”, afirma sorridente. Ela conta ter diminuído o ritmo. “Se teve uma coisa que a minha cura me ensinou foi que a gente vive um dia de cada vez. Um dia de trabalho, questão com seu filho, relação com pai, mãe e amigos. Aí, você evoca o presente. Trabalha melhor, encara melhor suas dificuldades e conquistas. Acho que serve para tudo”, ensina.
A atriz dedica o pouco tempo ao filho, Mateus, que ela adotou em 2009, ainda bebê. O herdeiro está assimilando o fato de ver a mãe na telinha. "Ele está sempre misturando a realidade com a fantasia. Agora, acaba a rotina e de levá-lo e buscá-lo na escola, o que para ele é pesado. Depois, falei que ele não vai poder ver a novela e ele ficou mais contrariado", relembra. Entretanto, ele não gostou de conhecer os estúdios de novela. "A mãe é abduzida para outro lugar, fica sem poder falar. Ele me via beijando o Fernando Eiras (em Guerra dos Sexos) e ficava mal. Perguntava: 'Por que você está fazendo isso com o meu pai?'."
Mateus é o motivo pelo qual Drica costuma ser flagrada pelos paparazzi. Ela prevê mais assédio quando a novela entrar no ar. “Vou dar muito a cara a tapa. Busco meu filho de chinelo. Vou à padaria comprar mortadela com uma roupa que parece um pijama, pago muito mico. Vocês vão rir", diverte-se. Ela porém, faz questão de não ver os comentários sobre suas fotos. "Sou totalmente avessa. Facebook é uma coisa que poderia ser cortada da face da Terra. Uma hora vão sacar isso e vai acabar. Não tenho o menor apetite para isso. Eu respondo a e-mail. E com atraso. Meu tempo é muito precioso."

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